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E se falassemos de toiros?

E se falassemos de toiros?

As melhoras Mestre António Ribeiro Telles

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Quero aqui expressar o meu mais profundo repúdio pelas notícias apressadas e sem fundamento que foram publicadas relativamente à colhida de um profissional de eleição a que justamente damos o apodo de Mestre!

O Mestre António Ribeiro Telles foi aparatosamente colhido e passou mal!

São os contratempos de uma profissão onde se enfrenta a morte e se dá a vida, no entanto, na ânsia de dar a notícia vale quase tudo e foi logo dito e ampliado que o Mestre havia sofrido uma paragem cardio-respiratória, vindo agora a família desmentir tal facto.

Quem dá notícias tem que ter a noção e a responsabilidade do que escreve e ter cuidado, máximo, com as consequências de tais “factos”!

As melhoras Mestre e que tudo lhe corra bem porque já temos saudades suas. Recupere sem pressas mas depressa!

Um abraço fraterno!

 

Rui Loução

Ferros que o meu povo gosta, mesmo que o Rei vá nu!

 

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Pensei e repensei, montes de vezes, antes de escrever o que tenho para dizer.

Isto apenas me responsabiliza a mim e nada tem a ver com as minhas colaborações em outros órgãos de comunicação!

Há dias, vi num vídeo, em camara lenta, um ferro cravado por João Ribeiro Telles.

O João Ribeiro Telles é dos profissionais de toureio, que mais admiro e que muito estimo.

Não tenho o prazer de o conhecer pessoalmente e talvez isso me dê o distanciamento suficiente para lhe dizer que às vezes é preciso que alguém diga, que o rei vai nu.

De um modo geral o rei não o admite porque todos lhe dizem que vai vestido!

Muito provavelmente nunca irá ler a minha opinião e isso também não é importante, mas cá vão as razões do que escrevi, relativamente a essa sorte.

No comentário que fiz, disse que ia ser desmancha-prazeres e quero aqui expressar as minhas razões. Vi que a sorte em causa, foi sobejamente elogiada com superlativos que levariam a concluir que só por si valia uma volta à arena (quando se podia dar!); contudo, pode ver-se que não são dadas vantagens ao toiro na sua investida e depois de um quiebro quase repetido, não há reunião na sorte e o ferro fica a cilhas passadas.

O que escrevi foi que para pôr um ferro a cilhas passadas, não era preciso tanto espalhafato.

Segundo as melhores teorias, a reunião acontece, quando a trajectória da investida do toiro intercepta a trajectória da deslocação do cavalo, devendo formar um ângulo agudo, ou no máximo, um ângulo recto; escrevia isto Sommer d’Andrade, homem de muitos saberes e mestre nesta arte. Acontece que nesta sorte não há intercepção de trajectórias porque o toiro sai paralelo ao cavalo e o cavaleiro tem que se esticar para que o ferro fique no morrilho.

Mestre João Núncio dizia: “a nós, cabe-nos lá pôr o cavalo e a este, cabe-lhe sair de lá”.

Foi pena não ter conseguido, agora, localizar esse documento para poder fundamentar as minhas razões.

Acabei de ler uma homenagem de um grande ganadero português, Dr. Joaquim Grave, a António Telles, tio do João e que sintesia o que aqui escrevi:

... António, és a forma porque és estética, és conteúdo porque és a ética. Caramba António, nunca te vi enganar um toiro! És muito mais subtil...desengana-los.

Pelos vistos não sou só eu que penso assim e nisso estou bem acompanhado.

 Não sei se com isto ajudo alguma coisa, mas foi isto que senti e eu sou a pessoa que mais quer estar em paz consigo mesma.

 

Um abraço e boas faenas!

 

Rui Loução

A Festa, em Portugal, precisa de um empurrãozinho ou de um empurrãozão?

 

Tenho visto, ouvido e lido, não o posso ignorar (onde é que eu já ouvi uma coisa parecida?) que a Festa está em baixo e é-lhe anunciada a morte a breve prazo.

Mas isto é uma história mal contada, não só para quem isso seria uma prenda como para quem está prestes a entregar o ouro ao bandido.

Depois há quem não tenha, nem arte nem engenho, para dar a volta a este triste texto e ache que mais vale ficar por aqui do que lutar com arreganho!

Mas isto não se passa só na casa do vizinho, passa-se entre os aficionados, entre os organizadores dos eventos e de um modo geral por todo o mundo taurino.

Até há algum tempo, era bom saber-se que havia gente que ia aos toiros sem ser só com o interesse em ver a corrida mas também para dar conta a quem não pudesse ir, do que se tinha passado no espectáculo.

 Agora até esses são barrados em algumas praças!

Tenho pena que assim seja, porque, efectivamente, a razão está do nosso lado! Nós, - quer os artistas, quer quem lhes dá voz -, somos os depositários das tradições dos povos que desde a idade da pedra habitaram estas terras e deixaram retratadas em figuras rupestres, como as existentes no Vale do Côa, o modo como já então se relacionavam como os bovinos!

Temos que levantar bem alto a voz da nossa indignação e voltar a encher as praças, dentro dos novos condicionalismos, mas rendermo-nos, NÃO!

Tendo ultimamente visto várias corridas em Espanha, através das plataformas informáticas, fiquei, não raras vezes, algo perplexo! Será que os nossos matadores não têm qualidade para enfrentarem estes toiros e fazer frente a estes seus colegas do lado de lá da fronteira?

Bastou que na feira de Badajoz dessem oportunidade ao Juanito e a coisa ficou esclarecida!

Primeira corrida, saída em ombros!

 A montagem dos cartéis, por vezes, não tem muito a ver com a qualidade dos actuantes, mas sim com o poder de influência da sua equipa de apoderamento.

Nas corridas que tenho visto, é vulgar ver tourear com passinhos para trás, toureando pelo bico da muleta, por “derechazos” menos mal, mas por naturais, a coisa pia mais fino. Nas bandarilhas, então, não é raro vermos os profissionais do ofício, em vez de cravarem as bandarilhas, atirarem-nas para as costas do morlaco e porem-se ao fresco para as tábuas.

Não tenho dúvidas que gente como o Juanito, O Cuqui, O Casquinha e mais alguns, dariam barba e cabelo a gente que se dispõe a aparecer em público, com ares de doutores em toureio e afinal não passam de aprendizes de feiticeiro.

Para além do toureio a pé em que não temos medo de pedir meças a quem quer que seja, assim sejam dadas oportunidades aos nossos espadas, no que diz respeito à arte de Marialva, dificilmente há quem nos bata e o mesmo se aplica à arte única dos nossos Forcados que transforma o espectáculo tauromáquico em algo transcendental.

Temos todas as receitas para relançar a Festa, só nos falta mesmo que as gentes dos toiros dêem as mãos, cerrem fileiras e mostrem de que materiais são feitos, como se viu recentemente em Santarém!

 

Juanito e Ferrera em ombros na primeira da feira de Badajoz!

(foto toureio.pt)

 

Vamos a eles!

Esta vai por vocês!

Toiros em Alcochete

Pela primeira vez em quinze anos de toiros, não me foi permitido entrar na Praça de Toiros de Alcochete para vos informar das incidencias da corrida.

Lamentamos, mas com entendimentos assim do que é informar e promover a festa brava, nem precisamos que os antitaurinos se esforcem muito. Os que estão por dentro dela e a deviam defender encarregam-se de lhe facilitar o caminho. 

Carta Aberta pela Liberdade de Programação na RTP

Texto publicado no site "Touradas" da Prótoiro e partilhadao por mim na minha página do Facebook

Maio. 27. 2021
Carta Aberta pela Liberdade de Programação na RTP
 

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Carta Aberta pela Liberdade de Programação na RTP ao

Exmº Sr. Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa
Exmº. Sr. Primeiro Ministro, Dr. António Costa
Exmª. Srª Ministra da Cultura, Drª Graça Fonseca
Exmº Sr. Secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, Dr. Nuno Artur Silva
Exmº Sr. Presidente do Conselho de Administração da RTP, Dr. Nicolau Santos
Exmº Sr. Presidente do Conselho Independente da RTP, Professor Dr. José Vieira de Andrade 
Exmº Sr. Presidente do Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Dr. Sebastião Coutinho Póvoas 

Excelências,

A Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, adoptada pela UNESCO com 2002, vertida na Convenção sobre a Protecção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, adoptada na Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, reunida em Paris a 20 de Outubro de 2005, na sua 33.ª sessão, aprovada pela Resolução da Assembleia da República n.º 10-A/2007 de 11 de Janeiro de 2007, e ratificada pelo Decreto do Presidente da República n.º 27-B/2007 de 16 de Março, declara no Artigo 1º que "A cultura adquire formas diversas através do tempo e do espaço. Essa diversidade manifesta-se na originalidade e na pluralidade de identidades que caracterizam os grupos e as sociedades que compõem a humanidade. Fonte de intercâmbios, de inovação e de criatividade, a diversidade cultural é, para o género humano, tão necessária como a diversidade biológica para a natureza. Nesse sentido, constitui o património comum da humanidade e deve ser reconhecida e consolidada em beneficio das gerações presentes e futuras." 

A Convenção Quadro do Conselho da Europa, Relativa ao Valor do Património Cultural para a Sociedade, assinada em Faro em 27 de Outubro de 2005, e aprovada pela Resolução da Assembleia da República n.º 47/2008 reconhece no seu preâmbulo que "o direito ao património cultural é inerente ao direito de participar na vida cultural, tal como definido na Declaração Universal dos Direitos do Homem".

A Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, adoptada na 32ª Conferência Geral da UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, em 17 de Outubro de 2003, aprovada pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2008, de 24 de Janeiro, e ratificada pelo Decreto do Presidente da República n.º 28/2008, de 26 de março, reconhece, salvaguarda e fomenta o respeito pelo património cultural imaterial das comunidades, dos grupos e dos indivíduos na defesa e valorização do património cultural imaterial, designadamente do património que criam, mantêm e transmitem.

A Constituição da República Portuguesa dispõe, no artigo 73º nº1, que todos têm direito à cultura, e no seu artigo 78º, que incumbe ao Estado promover a salvaguarda e a valorização do património cultural, tornando-o elemento vivificador da identidade cultural comum. 

É tarefa mas também dever do poder central e local reconhecer, salvaguardar e valorizar as diferentes expressões culturais existentes por todo o País, não se confundindo tal tarefa ou dever com a criação, por parte do Estado, de novas ou diferentes manifestações culturais, proibições, nem com imposições de umas em detrimento de outras, o que lhe está proibido pelo artigo 43º da Constituição da República Portuguesa.

O Decreto-lei n.º 23/2014, que estabelece o regime jurídico dos espectáculos de natureza artística afirma, no ponto 1) e 2), do artigo 2º que a Tauromaquia é uma actividade artística.

O Decreto-Lei n.º 89/2014 de 11 de Junho afirma que "a Tauromaquia é, nas suas diversas manifestações, parte integrante do património da cultura popular portuguesa, entre as várias expressões, práticas sociais, eventos festivos e rituais que compõem a tauromaquia".

De jure e de facto a Tauromaquia é nas suas diversas manifestações, parte integrante do património da cultura material e imaterial portuguesa, com uma história documentada que remonta, praticamente, aos inícios da nacionalidade.

Recusamos qualquer imposição de visões e culturas. Defendemos uma convivência democrática, livre, plural e tolerante da cultura, como direito fundamental de todos os cidadãos e como expressão basilar dos seres humanos, no exercício do respeito pela diversidade de mundividências que se enquadram nos Direitos Humanos.

Do Estado esperamos o cumprimento da Constituição da República e das leis que nela se fundamentam, com isenção doutrinária ou ideológica, como forma de respeito pelo dever de tratamento de igualdade de todos os cidadãos, no caso em apreço, o dever da promoção do acesso à cultura, de toda a cultura, sem discriminações, como a lei obriga. 

O Contrato de Serviço Público de Rádio e Televisão, que se encontra em consulta pública, indica nos Objectivos do Serviço Público, alíneas a) e c) da cláusula 5ª, que pretende "Promover os valores do humanismo, da liberdade, do civismo, da cidadania, da solidariedade social e do debate democrático pluralista;  e "Promover a língua e a cultura portuguesas, a lusofonia e os princípios comuns europeus, valorizar o saber e a diversidade…" 

Em contradição com estes objectivos, propõe na clausula 6ª criar restrições à promoção do "acesso do público às manifestações culturais portuguesas", cujo alcance foi publicamente indicado pelo Sr. Secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media Dr. Nuno Artur Silva, pretende atingir a tauromaquia, o que significa uma clara restrição da liberdade de programação do canal público de televisão, à margem do que refere a lei, e das obrigações de isenção do Estado.

Perante esta situação não podemos aceitar a criação de uma política cultural de Estado ou dirigista do canal público, de limitação do acesso à cultura e às diferentes expressões das gentes e comunidades dos vários pontos do pais. A diversidade regional e das suas expressões culturais não podem ser alvo de censura num canal público, que se pretende de todos e para todos. Este tem de ser antes um espaço de livre programação cultural, dentro da lei, dando espaço a todos, na plural diversidade que constitui Portugal e os portugueses, porque "a diversidade cultural é, para o género humano, tão necessária como a diversidade biológica para a natureza".

Deste modo, vimos reiterar a necessidade de que as limitações indicadas sejam alteradas na versão final do Contrato de Serviço Público de Rádio e Televisão, salvaguardando a lei e o respeito pela diversidade cultural que todos os portugueses merecem. 

25 de Maio de 2021

 

Os signatários:

 

Adão Silva, Deputado PSD

Alberto Simões Maia Mesquita, Presidente do Município de Vila Franca de Xira

Alexandre Pomar, Crítico de Arte

Alice Vieira, Escritora

Alma Rivera, Deputada PCP

Álvaro José Pato Azedo, Presidente do Município de Moura

Ana Rita Bessa, Deputada CDS

Ângelo Pereira, Presidente da Distrital de Lisboa do PSD

António dos Santos Robalo, Presidente do Município de Sabugal

António Filipe, Deputado PCP 

António Gameiro, Deputado PS 

António José Rega Matos Recto, Presidente do Município do Redondo

António Lobo Xavier, Advogado

António Maló de Abreu, Deputado PSD 

António Pedro Vasconcelos, Realizador

António Prôa, Deputado Municipal PSD Lisboa

Armando Esteves Pereira, Jornalista

Artur Soveral Andrade, Deputado PSD

Ascenso Simões, Deputado PS 

Carla Borges, Deputada PSD

Carlos Alberto Moniz, Músico

Carlos António Pinto Coutinho, Presidente do Município de Benavente

Carlos César, Presidente do PS

Carlos Eduardo Reis, Deputado PSD 

Carlos Fragateiro, Encenador e Professor Universitário

Carlos Manuel, Ex-futebolista

Carlos Peixoto, Deputado PSD

Cecília Meireles, Deputada CDS

Clarisse Campos, Deputada PS 

Cláudia Bento, Deputada PSD

Daniel Oliveira, Jornalista

Décio Natálio Almada Pereira, Presidente do Município da Calheta

Diamantino, Ex-futebolista

Duarte Alves, Deputado PCP

Duarte Marques, Deputado PSD

Edgar Valles, Autarca Socialista

Eduardo Baptista Correia, Gestor e Professor Universitário

Elísio Summavielle, Ex Secretário de Estado da Cultura  

Emília Cerqueira, Deputada PSD

Fernanda Velez, Deputada PSD

Fernando Manuel dos Santos Freire, Presidente do Município de Vila Nova da Barquinha

Fernando Manuel Gonçalves Pinto, Presidente do Município de Alcochete

Fernando Negrão, Deputado PSD

Fernando Paulo, Deputado PS

Firmino Marques, Deputado PSD 

Francisco António Martins, Presidente do Município de Alter do Chão

Francisco Camacho, Presidente da Juventude Popular

Francisco José Viegas, Ex Secretário de Estado da Cultura  

Francisco Silvestre de Oliveira, Presidente do Município de Coruche

Gabriela Canavilhas, Ex Ministra da Cultura  

Gabriela Fonseca, Deputada PSD

Hélder Manuel Esménio, Presidente do Município de Salvaterra de Magos

Hugo Costa, Deputado PS

Hugo Patrício Oliveira, Deputado 

Isabel Lopes, Deputada PSD

Isabel Meirelles, Deputada PSD 

Isaura Morais, Deputado PSD 

Joana Petiz, Jornalista

João Almeida, Deputado CDS

João António Serranito, Presidente do Município de Barrancos

João Castro, Deputado PS

João Dias, Deputado PCP

João Gomes de Almeida, Consultor de Comunicação  

João Marques, Deputado PSD

João Miguel Nicolau, Deputado PS

João Moura, Deputado PSD

João Oliveira, Deputado PCP

João Pedro Louro, Secretário-Geral da JSD

João Santos Andrade, Presidente da ProToiro

João Soares, Ex Ministro da Cultura 

Joaquim Barreto, Deputado PS 

Joaquim Letria, Jornalista

Jorge Mendes, Deputado  PSD

José Cid, Músico

José Gabriel do Álamo de Meneses, Presidente do Município de Angra do Heroísmo

José Gabriel Paixão Calixto, Presidente do Município de Reguengos de Monsaraz

José Manuel Santos, Jornalista  

José Peseiro, Treinador de Futebol

José Tavares Veiga Silva, Presidente do Município da Golegã

Lara Martinho, Deputada PS

Luís Castro Mendes, Poeta e Ex Ministro da Cultura 

Luís Diogo Alves Mateus, Presidente do Município do Pombal

Luís Manuel Abreu de Sousa, Presidente do Município da Azambuja

Luís Marques Guedes, Deputado  PSD

Luís Testa, Deputado PS

Manolo Bello, Produtor

Manuel Afonso, Deputado PS

Manuel Alegre, Poeta Prémio Pessoa e Prémio Camões 

Manuel Avelar Cunha Santos, Presidente do Município de Santa Cruz da Graciosa

Manuel Vilarinho, Artista plástico 

Mara Lagriminha, Deputada PS

Marco Pina, Vereador na CM de Odivelas e Comentador Desportivo

Maria da Luz Rosinha, Deputada PS

Miguel Corte-Real, CEO, Novo 

Miguel Ribeiro Ferreira, Empresário

Mónica Quintela, Deputada PSD 

Norberto Patinho, Deputado PS 

Nuno Carvalho, Deputado PSD

Nuno Serra, Ex deputado do PSD

Olga Silvestre, Deputada PSD

Palmira Maciel, Deputada PS

Paula Santos, Deputada PCP

Paulo Jorge Cegonho Queimado, Presidente do Município da Chamusca

Paulo Moniz, Deputado PSD 

Paulo Núncio, Ex Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais  

Paulo Rios de Oliveira, Deputado PSD

Pedro Cabrita Reis, Artista plástico 

Pedro Caixinha, Treinador de Futebol

Pedro do Carmo, Deputado PS

Pedro Miguel César Ribeiro, Presidente do Município de Almeirim

Pedro Miguel Magalhães Ribeiro, Presidente do Município do Cartaxo

Pedro Vaz, Dirigente do PS

Raquel Varela, Historiadora

Ricardo Gonçalves Ribeiro Gonçalves, Presidente do Município de Santarém

Ricardo Pereira, Ex-guarda-redes

Rui Manuel Marques Garcia, Presidente do Município da Moita

Santinho Pacheco, Deputado PS 

Sérgio Sousa Pinto, Deputado PS

Sofia Araújo, Deputada PS 

Telmo Correia, Deputado CDS

Tiago Joaquim Lopes Afonso, Vereador do Município de Elvas

Tibério Manuel Faria, Presidente do Município de Praia da Vitória

Toy, Músico 

Vera Brás, Deputada PS

Vítor Manuel de Caro Proença, Presidente do Município de Alcácer do Sal

Corrida da Feira de Maio na Moita

Estreamo-nos, hoje, a fazer crónicas para o nosso blogue  “E se falássemos de toiros ?”.

Estivemos na Moita para assistir à corrida da Feira de Maio.

Por enquanto, ainda não há as célebres largadas na rua mas o ambiente em volta da praça já nos vai matando saudades dos espectáculos, tão ao gosto dos aficionados.

No sábado, na Moita, confrontaram-se jovens com a curiosidade de terem sido os pais a dar-lhes a alternativa.

Os toiros eram da ganadaria de São Torcato com encaste Simão Malta, e estavam anunciados com pesos entre os 455 e os 550 quilos. Quase todos cornalões mas alguns feios de cabeça deixando-se tourear mas a pedir ofício aos cavaleiros e forcados que os haveriam de enfrentar.

Para lidar o primeiro, apresentou-se João Salgueiro da Costa que o recebeu toureando à tira com sortes bem-feitas e os ferros colocados em seu sítio.

Utilizou o mesmo cavalo em toda a lide e nos curtos toureou a quarteio de um modo geral com acerto. O quarto e o quinto ferros empolgaram o público.

Para a pega, saltou Leandro Bravo dos Amadores de Alcochete, grupo que comemora cinquenta anos esta época.

Leandro brindou a ”Mata” que recentemente foi pai.

O alcochetano ficou atravessado na cabeça do toiro e só o grupo o repôs na cara do hastado.

Os mais puristas assobiaram, não considerando a pega consumada.

Ambos os artistas agradeceram nos médios.

O segundo da tarde saiu para Luís Rouxinol Jr que aplicou a lide necessária para o fazer parar, o que foi difícil.

Cravou três ferros à tira, sendo que o último foi a cilhas passadas e com velocidade excessiva; mudou de cavalo para os curtos e toureia a quarteio, começando com um ferro em reunião muito aberta, melhorando a partir daí. No quarto o toiro foi a menos e a reunião ficou comprometida, depois toureou de frente, dando vantagens e foi igual a si próprio. O sexto curto foi um exemplo de bem fazer; devagar, com temple e o ferro fica no sítio. Faltou um bocadinho mais de emoção.

Os Forcados do Aposento da Moita preparavam-se para pegar, quando o toiro rematou na trincheira, partindo o corno.

Luís Rouxinol Jr. agradeceu nos médios.

António Prates toureou o terceiro da ordem.

Começou com duas sortes à tira, bem feitas, mudou de cavalo para os curtos e toureia a quarteio deixando o segundo algo traseirote, melhorou nos terceiro e quarto, de seguida vai buscar outro cavalo e coloca o toiro para uma sorte a quiebro que o público gostou e aplaudiu com força.

Tiago Cação dos Amadores de Alcochete pegou à segunda tentativa. Bem a recuar, bem a receber e a fechar-se com uma boa ajuda do grupo.

Ambos os artistas agradeceram nos médios.

O segundo de João Salgueiro da Costa foi o mais feio da corrida. Uma córnea desigual que fez estragos na trincheira.

Depois de o ter recebido com as habituais sortes à tira, crava o primeiro curto de praça à praça, bonito de se ver. Os restantes ferros foram sempre coroados com uns quantos toques, alguns violentos e por fim, no quinto curto faz tudo bem feito e entra com calma cravando o melhor ferro da lide.

Os Forcados Amadores do Aposento da Moita, cujo cabo é Leonardo Mathias, brindaram a pega aos Amadores de Alcochete, na pessoa do seu cabo, Nuno Santana, pelo quinquagésimo aniversário do seu grupo. No final do espectáculo foi-lhe entregue uma lembrança para que a efeméride fique assinalada.

Pegou Fábio Matos que só à terceira e com ajudas mais coesas, conseguiu o seu desiderato.

Face ao desempenho do cavaleiro e do forcado os artistas não vieram à arena.

Dizem os nossos vizinhos espanhóis que não há quinto mau e aqui, também isso se verificou, mau grado a falta de força nas mãos, foi sempre voluntarioso.

Rouxinol Jr. recebeu-o com uma sorte de porta gaiola, colocando o ferro no murrilho, mesmo com uma velocidade incrível a sorte saiu limpa e a praça ficou em polvorosa.

Grande início de lide!

Os ferros seguintes foram cravados com critério, não apertando de mais com o toiro dada a sua debilidade nos quartos dianteiros o que não impediu de colocar quatro curtos e dois palmitos que muito agradaram ao conclave.

A pega deste toiro cabia aos Amadores de Alcochete, mas como os da Moita haviam pegado um toiro a menos, dada a lesão do seu primeiro, os homens de Alcochete pediram que se juntassem a eles quatro elementos moitenses e assim estiveram a ajudar José Freire, para além dos seus companheiros habituais, quatro homens da Moita.

Os modos e a seriedade do cite do forcado fizeram com que os espectadores se calassem num silêncio de respeito, em que quase se ouviam as moscas, se as houvessem.

O toiro arrancou no tempo, entrou pelo grupo com o “cara” a fechar-se como mandam as regras e superiormente ajudado pelo grupo. Uma grande pega.

Ambos os artistas agradeceram no centro da arena.

A António Prates coube-lhe encerrar a função, o que fez com qualidade e bom gosto.

Quer os ferros à tira com que começou a lide, quer os curtos com que prosseguiu, foram sempre cravados em seu sítio e apenas a reunião do terceiro curto foi a cilhas passadas.

De seguida troca de montada e faz um quiebro muito marcado mas que o público gosta. Para terminar a lide cita em curto, diria mesmo muito curto, provoca a investida do toiro e num palmo de terra faz um quiebro que faz levantar a praça e fica no ar o som dos êxitos.

Aos forcados da terra coube-lhe fechar a tarde que também brindaram ao recém papá “Mata”.

André Silva chamou de longe e foi, muito lentamente, encurtando distâncias. O público calou-se e só se ficou a ouvir o som de uma motoreta nas imediações da praça. O toiro não se concentrava no forcado mas este fez o que lhe competia, até que o oponente se arranca forte e impetuoso, mas tinha à sua espera uns braços e um grupo que estavam predispostos a fechar a corrida com chave de ouro, o que aconteceu.

Dirigiu o espectáculo o delegado técnico Ricardo Dias, coadjuvado pelo veterinário Carlos Santos.

Tivemos ao longo do espectáculo o acompanhamento da Banda do Rosário.

Face às condicionantes, diria que esteve uma muito boa casa.

 

 

Rui Loução e Clara Santos

 

Eis a primeira de muitas mais crónicas que por aqui vão aparecer, sempre com a nossa verdade que não queremos que seja a única!

Toiros e forcados e que forcados para pegar que toiros?

Ouvi dizer e li, não vi, que em Tomar houve mosquitos por cordas para pegar os morlacos que deram que fazer aos homens das jaquetas de ramagens de Tomar e do Montijo com declarações pouco abonatórias para os toiros, para os toureiros e para os forcados.

Vejo, com frequência corridas de toiros no Montijo e nem sempre saem comboios desses, mas é comum assim que o grupo se forma para pegar, uns três ou quatro reforços tomarem lugar em sitios estratégicos para saltarem lá para dentro, muitas vezes ainda antes da reunião entre o forcado e o toiro. Já vi saltarem a trincheira de volta, depois do toiro parado pelo menos cinco elementos. Quer dizer que no momento da pega em vez de oito, estiveram treze. Ora se isto acontece com toiros a rondar os quinhentos quilos, se tiverem pela frente um de seiscentos e cinquenta pior será. Dizia-me o represantante de uma ganadaria a concurso em Alcochete que isto só se resolve com treino, muito treino!

Sabemos que cada toiro é um mundo de surpresas, mas não deixo de referir que no concurso de ganadarias de Alcochete também apareceram três tios com mais de seiscentos quilos, sendo o mais pesado pegado por Nuno Santana, cabo do grupo, tinha o hastado em questão, seicentos e quarenta e cinco quilos. Dos seis toiros lidados, cinco foram pegados à primeira tentativa e um à segunda.

Se calhar é mesmo do treino!...

Olá a todos e a todas que gostam de toiros

Tenho andado tão afastado do meu velhinho Blog que já nem sabia como se entrava e se criava um novo post. Felizmente não me esqueci de tudo e lá consegui entrar.

Desde a última vez que por aqui apareci algumas coisas se alteraram na minha vida e até no que às minhas escrevinhações diz respeito.

Comecei nestas lides já lá vão 13 anos com o desaparecido Tauromania - desaparecido mas de boa memória, boa gente bons conselheiros e todos bons forcados. Como onde debitava a minha escrita a coisa terminou, o Naturales acolheu-me nas suas fileiras até ao ano passado depois de alguns desentendimentos que não beliscaram em nada o respeito que me merece aquela gente, passei a colaborar, com muito gosto, com o Hugo Calado no Toureio.pt que eu conhecia desde os tempos em que não passava de um trabalho da aula de informática da Escola de Secundária Vila Viçosa.

Temos pontos de vista semelhantes no que respeita à festa e ao modo como é tratada e vivida, vamos fazendo as reportagens, muitas vezes ele com a imagem e eu com a escrita, de uma forma solidária e honesta. Não seria, portanto, razoável da minha parte, que o viesse a responsabilizar por pontos de vista meus, que só a mim comprometem, ou os fosse escrever num orgão de informação com uma direção que seria alheia a essas análises. Assim, o " E se falassemos de toiros?" apenas me responsabiliza a mim e a ninguém mais como já anteriormente acontecia.

Quando houver matéria que não caiba no âmbito do Toureio.pt será aqui tratada sob minha inteira resposabilidade.

Um dia destes volto ao assunto neste nosso sitio de encontro.

Saudações taurinas.

Ah, já me esquecia!... amanhã vou estar em Alcochete na corrida que ali vai ter lugar às 22 horas. No dia seguinte terão a crónica no Toureio.pt e na minha página do Facebook.

 

Um abraço

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